Archive for the 'L’etape du Tour (bike)' Category

VIDEO DO L’ETAPE DO TOUR

 

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Le Etape Du Tour

Depois de 6 meses de treinos aqui estamos em Alpe D’Huez saindo as 3:00 da manhã já vestidos para a largada que será as 7:00 em Modane.

Acho que eu mesmo fiz pouco caso do L’etape. Afinal 109 km não assustam tanto assim…já pedalamos muito mais nos treinos, não poderia ser tão diferente. Essa percepção mudou completamente quando fizemos os primeiros treinos aqui na França. Quando descemos de Alpe D’huez já vi que a subida seria dura.

O pessoal do grupo, que é ciclista a muito mais tempo que eu, disse que essa é uma montanha acima das categorias pré estabelecidas (5-1)..é uma montanha Hours Concours (tradução “língua no joelho”, hehe)

Tentei dormir no ônibus mas não consegui de ansiedade. Na estrada todos os carros estavam com bicicletas em seus bagageiros. Chegando perto de Modane o transito já não andava. Paramos o ônibus e seguimos pedalando por aproximadamente 5km até o local da largada.

Tudo muito bem sinalizado, aliás na minha opinião, a organização deu um show. Chegamos ao nosso local determinado pelo numero de prova e ficamos aguardando enquanto a locutora saudava a todos em todas as línguas, inclusive em português. Nunca vi tanto ciclista junto, cerca de 9.000 pessoas de várias idades e nacionalidades. Impressionante o numero de pessoas mais “experientes” inclusive, fácil ver senhores em torno de 70. Como disse o Ale Cruz, “Um monte de Papai Noel pedalando”.

Largamos e de cara 14km de um pelotão que mantinha 60km/h por vários momentos. Como estávamos em uma leve descida a velocidade se mantinha alta. Tentei segurar pois em largada, com todo mundo cheio de energia, é fácil acidentes acontecerem. Mas mesmo assim a velocidade seguiu alta.

Curva fechada a esquerda e começa a subida para o Telegraphe, 12km de subida saindo de 732 metros e chegando a 1566. Lindo visual, La de cima não podia acreditar que saímos daquele vale pequenininho La em baixo.

Passado o Col Du Telegraphe, 5km de descida para recuperar…parei em um dos pontos de alimentação para abastecer de água e comer uma banana. Por todo o vilarejo que passávamos as pessoas gritavam incentivando, ofereciam frutas, água, tocavam sinos….muito bacana…como estava com a camisa com a bandeira do Brasil muitos gritava Allez Brésil Allez Brésil….

Começo a subida do Galibier me poupando, estamos a 434m e vamos a 2556 em 17 km… seguindo uma velocidade e giro constante a ponto de poder conversar com o Flavio que encontrei nessa subida..passamos também pelo Pedrão que estava na sua quinta ida para o l’etape.

Quando olho para a direita vejo o tamanho da encrenca…uma parede gigante com aquele zig-zag e uma fila de ciclistas…lááááááá em cima só via os capacetes avançando lentamente.

O Flavio se adiantou e eu segui no meu ritmo, mas agora não mais poupando e sim fazendo o que era possível. Sobe, sobe, sobe e sobe, daí uma última curva a direita e…….sobe, sobe, sobe, sobe….novamente vi outra parede ainda maior do que acabara de subir com a mesma fila…uma bike atrás da outra. Nesse momento começava a ver algumas pessoas paradas no canto da estrada se recuperando.

Nunca havia visto tanta subida. A serra de Campos do Jordão pareceu pequena. La em cima, a paisagem era Arida, nenhuma árvore, nenhuma sombra e ainda assim havia gente de motor home na beira da estrada dando força para todos.

Quando estava chegando no cume, pensei, agora vou recuperar de morro abaixo…daí passei por um japonês com a foto do filho no guidão. Achei que era um sinal. Alias, varias coisas passam na cabeça em uma prova como essas…mas isso eu conto mais tarde, vamos a descida.

Parei, coloquei o corta vento e comecei a descer. Uma estrada de asfalto liso mas sem pintura nem barreira para evitar que você despencasse precipício abaixo. Comecei a descer a uns 60km/h achando que estava bem…mas é impressionante a habilidade dos caras por aqui. Um após outro me passando, mas resolvi que seguiria nessa velocidade até Lautaret. De lá em diante eu conhecia a estrada.

Passado Lautaret soltei um pouco mais o freio e seguia a 70km/h e mesmo assim alguns ainda me passavam….mas agora eu também já passava outros. Sabia que no caminho havia um túnel sem iluminação e que teria que ter cuidado ali…quando vi o túnel chegando, baixei os óculos, apertei um pouco mais os freios e senti a temperatura cair quando entrei no escuro….imediatamente ouço um monte de gente gritando…l’eau…l’eau…l’eau…e um grupo parado no meio do túnel por que estava escuro e molhado…apertei o freio o maximo que pude e desviei para esquerda deixando o grupo para trás, acho que o único susto da prova.

Pedalo para ganhar velocidade novamente e formo um pequeno pelotão com mais 4 pessoas…descendo forte em fila íamos fazendo as mesmas tangencias nas curvas…muito legal.

Na reta pedalávamos a uns 40km/h até nos unirmos a um grupo maior e virar um grande pelotão. Estava com dores nas pernas e muita dor nas costas…sabia que antes da última subida havia um outro ponto de alimentação, estava louco para chegar lá….parei, abasteci de água, alonguei um pouco as costas, comi um gel e outra banana e devagar sai para a subida de Huez.

Huez é famoso no Tour de France, Muitos dos grandes vencedores do Tour venceram aqui também como Marco Pantani e o Lance Armstrong. São 21 curvas subindo e cada uma com o nome de um vencedor da escalada. Você sai de 723 metros e sobe até 1850 em apenas 14km.

Tinha a intenção de começar lento para forçar no final…logo nas primeiras subidas vi que isso era uma ilusão. O Sol castigava muito e as pernas já tinham vontade própria. Coloquei então na cabeça que seria devagar e sempre. As pessoas que acompanhavam na beira da estrada incentivavam, gritavam, jogavam água em nossa cabeça…mas a dor ia aumentando.

Comecei a lembrar de todos os treinos…na correria que foi para sair de São Paulo…o quão isso me deixara chateado…pensei nos meus pais que passaram a acompanhar o Tour para entender o que eu estava fazendo…pensei muito na minha mãe e na batalha que ela está vivendo…guerreira….e pensei muito…muito na Isa e no João…como queria que estivessem ali….como teria outro sabor………….isso era por eles também. Comecei a acompanhar o Tour enquanto esperávamos o João…e essas lembranças todas voltaram…os olhos se enchem de lagrimas.

5k para o final, agora eu chego nem que seja de joelhos…as curvas que a dias atrás fiz de pé, sprintando para bater fotos, agora não tinham fim…muitos ciclista parados ou empurrando as bikes.

2k para chegada…começo a me arrepiar…as pessoas na rua agora gritam muito e cada vez que gritam allez brésil me empurram alguns metros. Começo a descer a cidade antes de virar na última subida para o pórtico de chegada. Um bike passa por mim correndo muito…ouço um barulhão na curva e vejo dois ciclistas no chão…putz, na última curva….

Passo por eles e olho para cima…… vejo o pórtico…tenho vontade de dar aquele último sprint …de pé…para chegar “bem na foto”…mas já não tenho força para isso……muitos brasileiros na chegada gritam…VAI BRASIL….cruzo a linha com 6:10 de prova…melhor do que esperava….tudo aquilo que vinha pensado na prova se mistura numa explosão…não contive o nó apertado na garganta….peguei a medalha…me joguei em uma sombra…e liguei pra CASA…

Fim de L’Etape

Agradeço ao Cleber da Anderson Bikes e ao maravilhoso grupo de companheiros ciclistas que se tornaram amigos!

aos amigos de treinos Gustavo e Luciano…

Obrigado também ao Caco pelas planilhas e apoio de sempre SELVA…obrigado pela torcida de todos.

EM BREVE O VIDEO MONTADO

Todas as fotos AQUI

Treinão São Paulo – Campos

Sabadão, 4:30 da manhã, acordo e já não conseguia mais dormir. Estava ancioso para o pedal que haviamos planejado de Itaquaquecetuba até Campos do Jordão.

  As 6:00 Gustavo e eu estavamos na casa do Pardal onde ele, Fernando Trota e Fernando Lovisotto já nos esperavam. as 6:15 nosso motorista chega com pinta de quem passou no bar pra tomar uma cana antes de vir. Ufa, ainda bem que impressao não dirige, no final o Paulo foi show. Melhor impossivel.

Saimos da Airton Senna/Carv pinto e com vento a favor e descida mantivemos com facilidade uma média de 33 km/h até termos o primeiro pneu furado. O Pardal e o Gustavo trocaram rapidamente


Seguimos novamente até sermos parados pela Policia Rodoviaria que muito simpaticamente nos alertou dos perigos da estrada e pediu para o Paulo não trafegar a baixa velocidade na pista. Nesse ponto o Fernando aproveitou para “tirar a agua do Joelho” e ouviu no auto-falante em plena Carvalho Pinto uma voz metalizada dizendo- “ai não é banheiro não…aí não é banheiro não”. Era o guarda do outro lado da pista dando um pequeno susto
.

Segue o pedal, entramos em Caçapava e novamente fomos parados pela Policia…dessa vez não foram tão simpaticos, acho que foi por conta do nosso argumento de que não havia problema de trafegarmos ali uma vez que o limite era 40km/h e nos estavmos no limite ou bem perto dele. No final o “seu guarda” nos liberou dizendo para ter muito cuidado na estrada para não perder o produto(bike).

Paramos em um posto para checar o caminho e nos demos conta que tinhamos “perdido”o Paulo com o carro de apoio…mas não demorou muito e ele apareceu. Logo saindo da cidade o pneu do pardal furou novamente. Enquanto o pardal trocava um senhorzinho com uma barra-forte sai de um sitio e nos perguntamos quanto falta para Monteiro Lobato :
–      “vixe ! daqui ate la so sobe !!!


Não levamos muita fé e depois de mais um sanduba seguimos em frente…ou melhor pra cima…o tiozinho tinha toda razão…no primeiro pardão já achavmo que ter ido fazer o paiol não teria sido tão má idéia assim…
desafio vencido vem o Segundo paredao e……… Ops acabou o asfalto ! uns 1.5/2 km de descida sem asfalto. Trota recolhe a bike ao carro. Demais descem. E haja dedo para freiar !

Passamos em frente ao sitio do pica-pau amarelo – original. Só o Gustavo percebeu enquanto tentava descolar os dedos do freio, hehe

Daí…tudo o que ele freiou na decida ele resolveu recuperar na reta pós Monteiro Lobato…pedalando a 37km/h e os todos se matando para manter o pelotão…daí eu tentei ser solidário e ousei tomar a dianteira do pelote…rapidamente a velociadade virou, 35, 33, 29, 27, 25 e começa a subida…fim de pelote…

Antes de começar a Serra propriamente dita fizemos a ultima parada para comer um salame para recuperar o sal…

Começamos a subida com um asfalto novissimo e rapidamente o Gustavo e o Pardal somem na frente mantendo 17/18 km/h os demais 12 – 14km/h. A recompensa veio a seguir….uma descida ESPETACULAR no cume da montanha…uma delicia!


Ao final da descida o suporte da GO PRO quebra…durou exatos 150 kms….”la garantia soy jo”


Agora sim…serra de Campos…uma velha conhecida…parecia um pouco mais facil…o Lovisotto parou por conta de dores no pé…Pardal e Gustavo mais uma vez sumiram na frente….no meio da Serra o pelotão se reune novamente para colocar casacos pois agora o frio chega…eu aproveito para sair na frente e seguir no meu ritmo…rapidamente Pardal e gustavo me passam. O Fernando chega mas com dores para para alongar um pouco.


Fim de Serra..agora é só descer….mas antes de chegar em casa ainda tem uma subida…ai…..isso não tem fim?


Veja aqui o VIDEO

http://youtu.be/mlS0o-GEYKM

 


–      CHEGAMOS ! FIM !

–      170 km – 3.000 m inclinacao – 7 hrs pedal – 9 hrs total –

Desafio Serra de Campos

Continuando no projeto do pedal na França, nesse final de semana fiz o Desafio da Serra de Campos.

Sábado a noite fui para Campos do Jordão na casa do Gustavo, meu vizinho que também fará o L ‘etape. Lá falamos da prova, e descansamos.

Pela manha o termômetro marcava 4 graus como o trecho é de muita subida o frio não assustou muito.  O que assustou foi descer pelo caminho que íamos subir e termos um prévia do que estava por vir.

Subidas com mais de 20% de inclinação. O Zé, outro companheiro de pedal que optou por não fazer a prova, voltou com o carro. Mas na descida deixou claro que não tinha nenhum arrependimento em não ter se inscrito…eu já tinha dúvidas.

Chegamos faltando 10 minutos para a largada…corremos para preparar as bikes, caramanholas e chip…. e ouvimos o locutor disparando a buzina da largada…fomos literalmente os últimos a passar na largada…

Partimos para um desnível de 943 metros…saindo de São Bento do Sapucaí e chegando no centro de Campos do Jordão.

Sofri muito no inicio com ladeiras intermináveis e em alguns momentos tive que empurrar…sem culpa uma vez que onde empurrei 90% dos atletas também empurravam. Nesse ponto já não via mais o Gustavo que disparou na frente.

Daí em diante foi curtir o visual e ir ganhando algumas posições.O final foi bem emocionante…depois de descer forte até campos, um sprint final que me diverti e chegou na frente do pequeno grupo que fiz o último km.

EDUARDO BECKER
Número de Peito: 942
Sexo: M
Equipe:
Tempo Final: 02:28:10.102
Categoria: M3539
Modalidade: AMADOR
Tempo Montanha 01:02:00.50
Classificação Total 304
Classificação por Categoria 77
Classificação por Sexo 292
Velocidade Média Total 14,9

Vale ver no vídeo….

Obrigado a Flavia e ao Gustavo pela acolhida…

Até a próxima.

A Caminho do L’etape


Em dois meses farei o L’etape du Tour. Uma prova de 109 kms com MUITA subida nos alpes frances…quase divisa com a Suiça.

http://www.letapedutour.com/EDT1/EDT1_index.html

Agora na reta final dos treinos vou colocar aqui algumas coisas para que quiser acompanhar.

Esse final de semana fizemos 99,5 km na estrada de Araçariguama e Romeiros  treino puxado com muitas subidas.

Se daqui a dois meses estiver fazendo ele achando traquilo…estarei preparado.


Vamos falando…

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