Posts Tagged 'Atacama'

Capitulo 11 – Salar do Uyuni

DSC08623 000032Acordamos às 8hrs e tomamos um café da manha na praça (um pouco de sol) e fomos visitar o Salar do Uyuni…embarcamos em uma Land Cruiser com mais dois casais, um Italiano e um francês. Gente muito boa que mochilava mundo a fora, os Italianos estão embarcando amanhã para o Brasil de trem. E dizem esperar ser o seu maior desafio comer numa churrascaria rodízio.

000033

O nosso guia Sr. Fidel, muito simpático falou um pouco do Salar…na verdade é um grande deserto de sal que se formou da evaporação de um lago, isso a +- 90 milhões de anos. São aproximadamente 12000km 2 de área plana coberta de um grossa camada de sal…em alguns locais 6 metros de sal puro, mas pode chegar a 150 metros de profundidade se contar com lama, água e outro minerais.DSC08625 Rodamos aproximadamente meia hora em linha reta de puro branco até chegarmos no hotel de Sal. Isso mesmo, um hotel com camas, mesas, paredes, balcões, todos de sal. Hoje ele esta fechado por causa da contaminação da água, mas a bem pouco tempo, podia se hospedar nele.DSC08627 Depois fomos a Islã dos Pescados, uma ilha no meio do branco onde se pode ver além de muitos cactos gigantes, uma enorme quantidade de corais fossilizados, até mesmo algumas ostras. Ficamos por lá um tempo e fomos dar uma caminhada no meio do Sal….uma experiência única, tudo é Azul e branco, um silêncio total, e um vento frio mas que não incomodava pois o sol estava bem quente. Você vê de longe um carro se aproximando ou alguém caminhando…é um cenário muito diferente, não da para explicar…tem que ver! DSC08626

000038

000041 Saímos da Ilha sentido cemitério dos trens, enquanto papeávamos com nossos companheiros o Matteo percebeu que o Sr. Fidel estava mais dormindo que acordado ao volante…foi quando se ofereceu para dirigir um pouco no Sal. O Sr. Fidel prontamente parou o carro e trocou de lugar com o Matteo…foi muito engraçado, todos riam muito no carro ao som alto de uma musica local chamada Garoto de la caie. (menino de rua). 000040 Chegamos ao cemitério de trens e encontramos com o casal alemão que havíamos feito amizade no Atacama…uma super coincidência,…eles estão dando a volta nas Américas de Moto…marcamos uma cerveja para mais tarde e fomos embora, pois o cemitério tbm não tem nada de mais alem de muito ferro enferrujado…poderia ser muito bonito se preparado para atividades turísticas, mas como não há estrutura, todas as locomotivas do século passado estão aos pedaços e todas pixadas.000028000027 As 8:00 da noite o casal Alemão passou em nosso hotel e fomos ao El Loco comer e beber, muitas cervejas e papos sobre viagens, aventuras, vôos de ultra-leve, projetos para novas expedições, vida na Alemanha x Brasil…trocamos endereços e eles muito atenciosos se colocaram a disposição para nos receber na Alemanha. Foi muito legal mesmo e falamos que da mesma forma eles tem casa no Brasil.DSC08641 Agora  são 9:50 da manhã do dia 16…e estou escrevendo(Becker) sem sentir os meus dedos por causa do frio…estou com um saco de dormir, edredom e mais 4 cobertores…a janela do hotel está congelada por dentro…vou desligar para encarar o chuveiro elétrico…brrrrrrrrrrrrrr!!!!!

Anúncios

Capitulo 11 – Chagada a Bolivia

Dia 14 Sabado000020

000020

DSC08620

Tomamos um belo café da manhã com folhas de coca à mesa e logo em seguida fizemos o check out. Foi aí que descobrimos que a diária não era de U$15 por quarto, mas sim por pessoa. Foi a primeira vez em que conseguiram nos enrolar. Sem problemas, precisávamos continuar tocando, mas vale a dica, toda vez que contratar um serviço, se registrar em um hotel ou algo do gênero, vale checar duas vezes a informação…as vezes o turista é tratado com um “pouquinho”de má fé.

Fronteira da Bolivia
Fronteira da Bolivia

Dirigimos cerca de 200 km até a fronteira com a Bolívia, uma verdadeira bagunça. Perdemos uma hora e meia na aduana, mas sem grandes dificuldades graças a las colaboraciones aos guardas bolivianos.  A fronteira é uma zona e não queríamos dar propina. Um garotinho de uns 10 anos se ofereceu para ajudar,  logicamente disse que não precisava. Ficamos uns 40 minutos rodando de uma sala para outra, e o garotinho nos seguindo. Dai ele reforçou que com uma pequena colaboração nós já poderíamos ter ido embora. Concordei para ver no que dava. Ele entrou numa sala onde eu já tinha ido umas TRÊS vezes e em dois minutos ele voltava com a papelada carimbada….preferi pensar que estava ajudando a economia informal.

Levantando Poeira
Levantando Poeira

Continuamos tocando por estradas asfaltadas, passando por La Paz, até Oruro, onde a estrada passou a ser de terra. Já estava anoitecendo e tínhamos uns 200 km de terra pela frente. Ficamos na dúvida se parávamos ou se continuávamos tocando. Should we stay or should we go? Como o frio era absurdo, resolvemos seguir em frente, navegando apenas com o GPS, que mais uma vez mostrou um equipamento imprescindível para este tipo de expedição.
000010

000018

000017 A estradinha com uma super lua cheia refletindo nos salares foi indescritível, um mar de prata, sem falar nos vários rios que cruzamos ao longo. Chegamos ao Uyuni por volta das 23:00, depois de ter rodado 784 km em 12 horas, e fomos direto comer algo. Para nossa sorte havia um pub com lareira aberto. Ficamos hospedados no Hotel Avenida, onde vimos o adesivo da Land Adventure de outras expedições de brasileiros, acreditamos inclusive que o nosso amigo Gilson Cereda já esteve aqui.

Capitulo 8 – Problema 01

000021A noite fez um frio tremendo mas dormir no carro é bom…principalmente porque não se tem a preocupação de alguém tentar roubar algo.. Acordei, fizemos um café, comemos alguns sucrilhos (com leite gelado, pois tinha deixado uma caixa fora do carro) e seguimos caminho…um visual lindo…a paisagem desértica ficando para trás e montanhas com neve cheias de pinheiros, rios e lagos transparentes descongelando a frente…mas a estrada não ajudava, curvas, curvas e mais curvas….subidas e decidas na beira de enormes precipícios o que nos obrigava a ter cautela na velocidade. Subíamos rapidamente a 4500 metros e voltávamos para foto19uns 1500 metros, varias vezes durante o dia. Ao passar por Abacay um comboio de caminhões em alta velocidade descendo uma estradinha de terra obrigou o Matteo a encostar o carro, eu já tinha passado por eles um pouco antes…pareciam não ter freio…logo depois, numa obra onde só passava uma carro por vez…o “controlador de trafego” mandou nós seguirmos, e enquanto passávamos, encontramos com todo transito no sentido contrario…O primeiro veiculo, um onibus descendo a toda uma rua de terra …outro susto…vimos que esse trecho era perigoso e tínhamos DSC08580que ter ainda mais cautela pois além da estrada ser “complicada”os motoristas não ajudavam. Sem falar que em todas as estradas ata aqui, o volume de animais na pista é enorme…já passamos por, vacas, foto17cavalos, porcos, burros, galinhas, lhamas, cabras, cachorros e mais uns dois tipos de lhamas que não lembramos o nome agora.
A uns 200km de Cuzco o Bagual aumentou consideravelmente  o barulho estranho…parei…abri o capô e não vimos nada de anormal…mas com o tempo o barulho foi aumentando e a uma determinada rotação a luz de bateria se acendia…logo conclui que o alternador tinha ido para o saco de vez. Isso me tirou um pouco o bom humor apesar das tentativas do Matteo pelo radio de me fazer apreciar a bela paisagem.

Praça das Armas

Praça das Armas

Chegando em Cuzco, com o transito bem complicado, foi a vez do Matteo perder o bom humor…paramos e ligamos para o Hotel que tínhamos visto no guia. O Sr. Lucas muito simpático e prestativo veio ao nosso encontro para nos guiar até o Hotel…Carros parados, check-in feito saímos para comer algo…pronto estava re-estabelicido o bom humor…acho que nos faltava  comida e cerveja.
Acordamos cedo, e no café da manha conhecemos um casal de brasileiro que vinham da bolívia. Ficamos conversando com eles um tempão trocando informações, eles quere muito um dia fazer uma viagem como a nossa…eles estão rodando a America do Sul de Onibus/avião e um carro daria mais liberdade. Levamos o Bagual a um mecânico indicado pelo Sr. Lucas, ele disse que era para ficar tranqüilo que a tarde me entregava o carro, pois era só o rolamento quebrado. Saímos fomos ao mercado de artesanato onde comprei um típico casaco local (que nunca mais usei) e depois a Praça das Armas, onde DSC08609a maioria dos turistas circulam e onde existem os melhores restaurantes. Almoçamos, trocamos dinheiro e encontramos com o Casal que havíamos conhecido pela manhã (Silvia e Vinicius). Os levamos até o mercado de artesanatos e fomos buscar o carro. Todo pronto voltamos para o hotel onde reclamamos do chuveiro que não esquentava o suficiente (era um conta-gotas de água morna…nesse frio que faz a noite …não rola). Nos colocaram num quarto bem maior e com um chuveiro bom dessa vez.
Procuramos um Cyber para enviar o “diário” e depois fomos jantar com o Vinicius e a Silvia e fomos a um restaurante meio balada…se chamava Mama África. Até as 10 a cerveja tinha um preço, depois ficava 30% mais cara. Com nossos argumentos deixamos a garçonete louca, mas não teve jeito.  O ambiente meio undergrownd bem legal se transformou quando num passe de mágica começou a tocar Axé Music e um grupo dançava no palco no  melhor estilo Dança do Tcham. Como esse não é o meu forte….Fomos dormir pois tínhamos que acordar cedo para ir para Machu Picchu.

Capitulo 5 -A Chegada ao Pacifico

Rios congelados

Rios congelados

Acordamos as 4:00 e as 4:30 fomos para o Tatio (gêiser) , o frio era enorme e nos fizemos chá de Coca que haviamos comprado no mercado, (é permitido e não é droga…é chá mesmo) começamos a seguir uma van na saída da cidade, mas num dado momento ela desapareceu (será que foi o chá de coca?)…..seguimos por duas horas (seguindo o GPS, tem dado muito certo) por um caminho inacreditável, cruzamos alguns rios congelados e os carros ficaram com estalactites em baixo. Geisel El Tatio está localizada a aproximadamente cem quilômetros de San Pedro de Atacama no vulcão Tatio, a uma altitude de 4300 metros.000030

Geisel é um tipo de fonte quente de regiões vulcânicas com erupções periódicas e que de vez em quando jorra muito sais em dissolução do subsolo em forma de vapor.
A visita ao local é feita sempre antes do nascer do sol, um espetáculo a parte é ver os violentos jatos de vapor de água fervente diante do amanhecer formando um colorido fantástico entre a terra e o céu, normalmente os jatos 000020de água chega a uns seis metros de altura. Ficamos por ali observando e conversando com outros turistas. Dividimos nosso chá e ganhamos um café da manhã.
000019Seguimos as 9:00 da manhã para Calama, um caminho que ninguém sabia ao certo como era…um sujeito do Clube Land Rover do Chile nos deu a dica. Um caminho que mesclava deserto, gelo e vulcões…de Calama , o dia inteiro rodando sendo sustentados por sucrilhos e água; seguimos para Tocopila e Iquique. Realmente deserto…não passamos por ninguém o dia inteiro.000011

Havia em alguns momentos grandes penhascos como o que está na foto abaixo. Vale dizer aqui que deu um trabalhão tirar essa foto…olha o que andei para clicar….mas vale a pena.

000010

O interessante foi que pegamos – 15 pela manhã e a tarde ao cruzar o deserto pegamos uns 35 graus bem secos…o que nos fez parar para trocar de roupa(no meio da estrada) e beber água; no final do dia tivemos a visão do Pacifico e constatamos que é nele o por do sol… Pegamos um hotel descente dessa vez e foi o melhor banho até aqui….DSC08521Jantamos um Risoto de frutos do mar num restaurante que servia cerveja Becker e o garçom me deu uma caneca da cerveja.

DSC08536

Capitulo 3 – A subida dos Andes

03/06/03000014
Saímos de Pousadas as 4:50 da manhã sentido Salta, depois de termos dormido no carro em um posto de gasolina…choveu MUITO a noite e o vento nos fez pensar que o posto ia voar, o barulho da chuva no carro de aluminio era enorme…acabou a luz  e o pessoal do posto ficou meio agitado…era a primeira noite que dormia no carro e fiquei um pouco preocupado….mas com 15 minutos de chuva resolvi aproveitar o barulho da chuva para dormir bastante.
Passsamos o dia na estrada, até as 7:30 era noite e ainda chovia muito o frio era muito forte. Havia muitos postes tombados na estrada…acho que a chuva realmente foi muito forte. Chegamos na maior reta que já vimos até hj (se não é a maior do mundo) cruza quase todo norte da Argentina, metade dela é 000023muito boa o que fez com que mantivéssemos uma boa velocidade…mas o final dela é terrível, DSC08419aproximadamente uns 40 km de muito buraco…rodamos aproximandamente 600km de reta….para tirar a monotonia, as vezes saia do asfalto a andava na terra…colocava o pé pra fora…tudo para inventar o que fazer…fomos parados três vezes pela policia e em duas tivemos que “ajudar” ( la colaboracion)com a pintura do posto policial…primeiro com 10 pesos e depois com 3 pesos…o fluxo de animais nesse trecho tbm é enorme…diversas vezes fomos surpreendidos por porcos, cabras, vacas, ovelhas e cavalos cruzando a pista.
No final do dia, começávamos a ver no horizonte os Andes, a vegetação foi mudando bem como o relevo , o visual foi demais…agora tinha cara de expidição mesmo…já dormimos no carro, já era raro cruzar com alguém na estrada, a paisagem diferente do que estamos acostumados…
Chegamos a Salta com aproximadamente 3 graus e um vento forte…paramos num hotel, fomos comer um bom bife num restaurante local e depois de uma garrafa de vinho o descanso merecido.

Animais na pista

Animais na pista

Rodados – 1156 Km
V. media de 85 Km/h
Max. De 140 Km /h
Tempo rodando – 13:35

Total até aqui 2691.9 Km

04/06/03

Acordamos em  Salta e fomos para um Cyber Café para atualizar o Alberto com as noticias e ele colocar no site.

Partimos por volta de 9:30 rumo a Jujuy onde procuravamos um posto com um “cara melhor” para abastecer, Jujuy tem um modo proprio de dirigir, niguem respeita muito regras de transit…o Matteo se estranhou com um taxista que deu uma baita fechada..
DSC08457
Pela primeira vez os perdidos se perderam para pegar a Ruta 09 sentid Paso de Jama. Depois de apróximandamente um 200 km de estrada  a uma altitude de 4000m (media) achamos que os Andes já estavam ficando para trás, foi quando percebemos uma placa que dizia: “Paso de Jama – 260 Km”
DSC08444
Não tínhamos nem chegado na metade do caminho. Pegamos uma estrada de terra muito boa no inicio mas do meio para o fim muita “costeleta”. A paisagem era inacreditável, a cada curva uma surpresa. Eu me enfiei até uma duna “andina” e por pouco não atolei…sai do carro para tirar fotos e a porta se trancou mais uma vez com a chave dentro e o carro ligado (isso já tinha acontecido uma vez na rod. Dutra a noite, péssima experiência), dessa vez a porta traseira estava aberta…mas o susto foi bom…chegou a dar aquela tremedeira nas pernas. Cruzamos pequenos Salares, alguns corregos, vimos poucas Ilhamas no horizonte.
DSC08465
Senti um pouco a subida, um pouco de dor de cabeça, num dado momento sai do carro para tirr uma foto e subi num morrinho correndo…meu coração veio na boca.

Começou a  anoitecer e chegamos a aduana Argentina, pensamos em dormir por lá, mas o guarda nos acnselhou a tocar até SP Atacama pois a temperatura chegaria aos 25 graus a baixo de zero.DSC08469
Tampamos o radiador do Matteo e com a calefação no Maximo seguimos adelante. Realmente espantoso, pois o motor dos jipes ia esfriando com os carros ligados.DSC08475

No topo dos Andes ( +-4900 metros) a água do para-brisa congelou e o carro parecea uma geladeira. Passamos por muita neve, paramos para tirar algumas fotos mas o frio e o vento eram insuportáveis…

Chegamos em SP Atacama as 10:00hs, depois dos trmites aduaneiros (sem problemoas) seguimos para o “point”da cidade…comemos um pouco e fomos procurar um Hotel…

Pela indicação do garçom procuramos um hotel que não existia, pegamos o guia e fomos para o Hotel Chiloe, onde um cara pra la de bêbado e falando inglês nos atendeu…o engraçado foi ver o Matteo negociando preço com um Chileno, boracho, falando inglês o doido para voltar para balada…

Rota do dia
Rodados 578 Km
Vm 55.4Km/h
Tempo 10:20 hs
Max. 135DSC08481


Flickr Photos

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 3 outros seguidores


Audax Randonneurs São Paulo

Ciclismo de Longa Distância

DESAFIO RURAL

Ciclismo de longa distância por terra - Cicloturismo e afins

WordPress.com

WordPress.com is the best place for your personal blog or business site.

%d blogueiros gostam disto: