Posts Tagged 'Caminho de Santiago (bike)'

Chegada em Santiago…

…quase não dormi…fiquei pensando em tudo que já passamos até aqui…tanta coisa em tão pouco tempo….uma mini-serie da vida…não queria ficar entusiasmado pela chegada…e sim pela jornada…mas de qualquer maneira a chegada representava uma conquista…fomos capazes…chegando

saímos cedo e começamos a pedalar pela trilha com TUDO passado acelerado pela mente….

Agora não vou escrever…coloco aqui o e-mail que escrevi para os amigos no dia que chegamos. Só de ler…sinto o cheiro, a temperatura, o barulho dos pneus na terra…o vento no rosto!Catedral

Enviada: quinta-feira, 24 de junho de 2004 14:06:46

“Chegamos hj em Santiago…total….890km….

Os ultimosdiasnaodeu pra escrever …falando em últimos dias….foram penosos….subidas infindáveis….subimos 1000m em um dia….as pernas pedindo arrego…depois pra piorar nos perdemos…descemos uma serra errada….imagina ter que voltar tudo…como somo bons de mapa, hehehehe…rasgamos pelo meio das vilazinhas e conseguimos não voltar tudo….mas foi mais subida e mais ralação…

IMG_2691Hj mal conseguimos dormir…estávamos a 20km de Santiago e dormindo no chão de um albergue depois de pedalar um dia inteiro na chuva…Foi foda… e sempre subindo morro…acordamos umas 6:00 (1 da manha ai) enrolamos um pouco recolhemos nossas coisa e uma 7 – 7 e pouco partimos…pedalamos rápido…as subidas já não faziam tanta diferença…a trilha ate a entrada do subúrbio foi a ultima antes da civilização…o caminho todo passou como um filme…entramos na cidade umas 8:30……encontramos com um figura holandês que temos encontrado o caminho todo…volta e meia ele surge numa estrada… e ele nos levou ate perto da catedral chegamos na catedral as 9:00 não tinha quase ninguém ainda, na frente as portas estavam fechadas e os sinos não pararam de tocar por uns 5 min…ficamos sentados no chão sem dizer nada…so ouvindo e olhando…so de escrever isso já arrepia…não da pra descrever o que senti…é MUITO emocionante..

Vcs TEM que vir…IMG_2694

Assistimos a missa do peregrino onde existe um botafumeiro enorme que voa puxado por8 padres por toda a catedral…o bispo faz uma bênção..inclusive em português e fala de coisas que rolam no caminho…muito bonito…a igreja lotada de peregrinos…gente do mundo todo…uma galera que nos conhecemos….e d+.

Agora vamos ficar mais dois dias aqui…depois dia 26 estamos em Madrid e dia 29 no Brasil..ate pq dia 30…de volta a labuta.

Bom passa as news pra galera…e diz que mando um beijão a todos.

IMG_2708Agora vou ver e-mail com mais freqüência se alguém quiser enviar e so mandar aqui pro

eduardo_becker@hotmail.com

Um beijão,
Becker”

esse foi o e-mail….

Não havia falado desse holandês antes…mas de fato…varias vezes que estávamos sem saber ao certo o caminho ele apareceria….mais um mistério de Santiago.

Fizemos todos os ritos…pegamos a compostelana….dai fomos ao albergue para tomar banho…compramos vinho e voltamos para frente da catedral para comemorar….IMG_2716

Com isso acabo essa primeira jornada do Blog.

Espero que tenham gostado…se quiserem mais informações…só chamar!

Abs

Becker

Todas as fotos da chagada clique aqui

Agradecimentos: ao Paulo que foi um otimo companheiro de caminho…as bikes Magra e Favela…

IMG_2720

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Caminho de Santiago – capitulo 6 – pedalando e aprendendo

Caminho de Santiago – capitulo 5  IMG_2618

…Sair de Léon foi um pouco complicado, não achávamos as setas amarelas que nos guiam. Por coincidência encontramos com o nosso amigo piloto e achamos o caminho. O trecho era fácil, mas o calor estava muito forte.No meio da manhã paramos em Nazarife sob a sombra da igreja e aproveitaríamos para carimbar a credencial. Acabamos cochilando em sua calçada. Seguimos caminho e passamos por Hospital de Orbigo. Encontramos um italiano que trabalha com moda e vende para o Rio. Encontramos com ele um pouco antes de atravessar a ponte dos 300.

Ponte dos 300

Ponte dos 300

A ponte dos 300 tem esse nome pois segundo consta, no período áureo da cavalaria, um nobre do lugar, Don Suero de Quiñnones, no Ano Santo de 1434, nos quinze dias anteriores e posteriores do Dia de Santiago, resolveu desafiar quantos cavaleiros passassem pela ponte para quebrar lanças em nome de um grande amor. Foi um torneio em que teve o apoio de sua rica família e de nove ajudantes (mantenedores). Nesses trinta dias enfrentou 300 cavaleiros de todos os cantos da Europa, portugueses inclusive. Venceu todos… Depois vencedor e perdedores peregrinaram para Santiago, onde Don Suero depositou aos pés do Santo um bracelete da misteriosa dama por quem tanto tinham pelejado. Tempos depois foi morto por um outro cavaleiro.

IMG_2608Fim da moleza…de morro a cima e um calor descomunal…mas quando chegamos ao cume desse trecho, vimos um grupo de ciclistas descansando…parece que todos, como nós, sentiram muito a subida e o calor. Fizemos amizade com um casal suíço e descemos juntos até Astorga. Achamos o casal um pouco estranho. O cara ficava andando na frente e a menina não parava de ficar encarando…não sei se foi a curiosidade, pois o principal questionamento dela era como nos poderíamos ser brasileiros se parecíamos “ alemães”. Desfizemos o comboio e fomos dar uma volta na vila para soltar as pernas, visitamos a catedral, comemos um sorvete liguei em casa e…..cama!

Saímos ainda sentindo a subida do dia anterior…passamos pelo casal suíço e nos despedimos. O Paulo não estava muito bem, tinha dores no joelho e estava desanimado. O calor judiava muito e as subidas não terminavam. Estávamos a caminho da Cruz de Ferro e esperávamos a cada curva vê-la…mas nada…já não agüentávamos mais…então depois de uma curva, vimos um peregrino subindo empurrando uma cadeira de rodas. Isso nos fez perceber como é fácil o nosso caminho e a parar de reclamar…Mais uma vez o caminho nos ensina. Estava pensando nisso pedalando e me distrai…saí da trilha e pela primeira vez passei um susto real de queda…uma baita tremedeira nas pernas…mas foi só o susto. Finalmente chegamos a Cruz…IMG_2619

Abri o alforje e peguei a pedra que vínhamos carregando desde a Calzada Romana com um símbolo de sacrifício e para se livrar de maus pensamentos e pecados. Essa é a simbologia da Cruz de Ferro. Cada peregrino que passa ali joga uma pedra reapresentando seus pecado…é literalmente jogar a pedra na cruz. Hoje já ha uma pequena montanha aos pés da Cruz. Joguei essa e mais duas…aproveitei para jogar pelo pecados futuros não é mesmo. Tudo que subimos agora era só descida até Ponferrada…decidimos ir pelo asfalto para nos divertir com a velocidade…tiramos o pó dos capacetes já que na pratica só tínhamos usado no primeiro dia…mas agora iríamos precisar.

descida da serra

descida da serra

Descemos MUITO rápido…uma doidera…a bike fica muito instável com os alforjes, mas isso não impediu que atingíssemos 63 km/h. Paramos ao final da serra para tirar uma foto em um monumento…o único em que aparecia um referencia ao peregrino de bicicleta. Mais tarde descobrimos que um peregrino havia mIMG_2624orrido de bicicleta na descida da serra…ops!

Chegamos na cidade e fomos até o mercado…foi ai que rolou o único stress da viajem. Acho que estávamos cansados e de humor alterado…pois o motivo foi uma bobagem…que sanduíche iríamos fazer e que vinho iríamos beber…mas no final foi bom…pois como somos amigos, falamos o que queríamos falar e tudo resolvido. Viajar com alguém não é fácil…ainda mais numa situação como essa de cansaço físico e mental..qualquer coisinha pode irritar. Tem que conhecer muito bem a pessoa para respeitar seus momentos, ainda bem que esse foi o único stress…o Paulo é um baita brother e já fizemos varias viagens depois dessa.

Fomos consertar o pneu do Paulo que havia furado. Depois visitamos o Castelo Templário e voltamos para o Albergue onde tomamos duas garrafas de vinho e ficamos de papo até a meia-noite.

Todas as fotos desse dia

Caminho de Santiago – Capitulo 5 – Dificuldades com Humor

Caminho de Santiago –  Capitulo 5 – dificuldades com HumorIMG_2588
…um dia sem grandes novidades…pedal tranqüilo e chegamos no Albergue….uma antiga igreja muito grande onde hoje funciona o albergue e um “casa da cultura”onde as crianças ensaiavam suas musicas. O albergue é na parte superior e ficamos de lá ouvindo as crianças e descansando um pouco pois no dia seguinte o pedal seria mais longo.

…saímos sentido Leon e escolhemos o caminho mais difícil, a Calzada Romana, um caminho remanescente das colonizações romanas. Muita pedra solta e um pedal muito desgastante…não tinha dormido bem e meu humor piorava a cada solavanco.  Me afastei um pouco do Paulo para ver se ficando um pouco só meu humor melhorava…mas parecia inútil, estava brigando comigo mesmo. Queria ficar bem mas não conseguia…talvez fosse o cansaço de dias acumulados tanto física como emocionalmente. Estávamos agora segurando grana para não estourar o orçamento. Falta da minha cama? Achei que ia esperar o trem passar, heheIMG_2589
Enfim chegamos a Leon, linda cidadezinha. Ficamos em um albergue muito bom. Era um convento, ainda ativo. A hospitaleira, muito simpática, nos recebeu e nos disse que havia lugar apenas na ala da mulheres…sem problemas para nós.
Fomos dar uma volta na cidade e conhecemos a belíssima catedral.

Catedral de Leon

Catedral de Leon

Conhecemos um brasileiro chamado Homero, piloto do helicóptero da policia de São Paulo. Ficamos conversando um pouco (mais ele falando). Nos despedimos e voltamos para o Albergue. Depois sentamos no pátio do convento e fizemos um lanche enquanto passarinhos comiam as migalhas do chão.
As 10:00 da noite as freiras Beneditinas do convento nos acordaram para receber uma benção, foi algo inesperado e muito emocionante. Meu humor estava renovado, parecia que tinha começado o caminho novamente.

Mais fotos desse dia

Caminho de Santiago – Capítulo 4 – Forte Emoções

Caminho de Santiago – Capitulo 4IMG_2542

…acordamos com um pouco de ressaca do excesso de vinho de ontem. Tomamos café da manha e nos despedimos da Kim. Começamos a pedalar bem devagar para ver se a dor de cabeça passava. Passamos por um lindo campo de papaoulasIMG_2540 (foto). A trilha continuava ladeada por plantações de trigo (linda foto) e observar seu ballet e o barulho do vento fez passar qualquer mal estar.IMG_2557
O dia estava lindo e o pedal fluindo. Avistamos de cima do morro a vila de  San Bol . Tínhamos  uma bela vista La de cima, aquele mar de trigo com a trilha cortando ao meio o verde e uma ilha de eucaliptos com a igreja medieval. No inicio da descida havia uma cruz de ferro. Naquele momento, não sei  que me deu, fiquei com uma baita vontade de ficar por ali, fiquei emocionado, melancólico talvez, com saudades de casa…meus olhos se encheram de lagrimas. O Paulo percebeu e foi um pouco na frente me deixando com meus pensamentos.
Um outro fato, no mínimo curioso, aconteceu durante o caminho. Sonhei com muitas pessoas…minha sensação é de ter sonhado com todas as pessoas que já conheci. No dia seguinte, ficava pedalando e pensando nela, nas suas vidas e como estavam…dava vontade de fazer um “papo”com Deus e pedir proteção para todos. (+ fotos daqui)
Encontrei com o Paulo no final da descida e chegamos a vila que na verdade se resume em ruínas e a igreja medieval que hoje é um albergue. Essa igreja foi, segundo consta, um refugio dos templários. É basicamente um altar de pedra(foto) com um cômodo de não mais que 80 m2 com seis beliches. Era cedo, mês resolvemos ficar por ali. Tanto eu quanto o Paulo estávamos emocionalmente abalados.  Como não tem chuveiro nesse local, fomos nos lavar em um tanque de água corrente (gelada) e sentamos no chão na frente da igreja. Ficamos conversando até o final do dia com o barulho do vento no eucalipto. Falamos sobre família, amigos, trabalho, sonhos e futuro. Cada um com suas questões, duvidas e aflições. Um ótimo papo, que caberia perfeitamente com aquele lugar. Falamos de coisas aquele dia que nunca mais voltamos a falar. Acho que ficaram por lá.

Igreja templaria

Igreja templaria

Entramos no albergue/igreja e tratamos de nos enturmar com os peregrinos que La estavam e com o dono que se chama Luiz. Um sujeito que já viajou o mundo todo. Seu esquema de vida é o seguinte. Trabalha seis meses, durante o verão no albergue e no inverno o albergue fica fechado e ele roda o mundo. Começamos a jantar e ele empolgado com a atenção que demos e com as duas garrafas de vinho que tomou, falou de todos os lugar que já visitou. Conhecia o Brasil muito bem de norte a sul. Juntamente com um espanhol e um canadense o papo migrou para política e religião até a hora de dormir…

…a noite foi mal dormida, nunca ouvi um ronco tão alto na minha vida quanto o ronco do espanhol. Sabíamos que teríamos uma subida pesad

dormidinha

a pela frente e estar descansado se fazia necessário. Continuamos naquela linda paisagem a parte da manha toda. Almoçamos um belo “bocadilho de Ramon”de tiramos uma ciesta sob as arvores. Continuamos esperando a subida quando nos demos conta do nosso erro de calculo, a subida é no dia seguinte. Então  60 kms depois paramos em Carrion de Los Condes.
No dia segunte tínhamos certeza da subida, por isso saímos bem cedo, lodo no inicio da subida passamos por uma linda IMG_2571“fotografia”de um pastor com suas ovelhas vindo em nossa direção bem no inicio da manhã. Paramos e deixamos eles passarem. Sobe, sobe e sobe(foto) e chegamos cansados. O albergue estava lotado e nos indicaram uma escola municipal. Tomamos um bom banho e lavamos as roupas…agora comer e dormir.

Todas as fotos desse dia.

Caminho de Santiago – Capitulo 3 – Galo, Galinha e Borracho

Caminho de Santiago – Capitulo 3

…hoje resolvemos tomar um café da manha com calma. Estávamos muito doloridos. Não só as pernas…mas achar uma posição para sentar está mais difícil. Saímos devagar e ainda bem que o trecho é bem plano. Uma estradinha de terra entre vinhedo e trigos, realmente uma paisagem linda. O trigo balançando ao vento parecia um mar com o movimento das ondas. Tentamos filmar para mostrar, mas nada reproduz aquela cena. Passamos em um trecho onde cada peregrino faz um montinho de pedra. Não descobrimos a simbologia daquilo…mas na duvida fizemos também…IMG_2488
Como o caminho estava ótimo, chegamos cedo a San Domingo de La Calzada, podíamos seguir um pouco mais…mas realmente hoje estamos muito cansados e resolvemos ficar. Hoje tomei um Dorflex e fui obrigado a usar Hipoglós , isso mesmo, não vale rir, mas assei como um bebe. Aproveitamos para lavar a roupa que a essa altura já quase andava sozinha. Almoçamos um bom menu peregrino e … ”ciesta”.

Menu Peregrino

Menu Peregrino

O menu peregrino é perfeito e tem por todo caminho, é um prato feito, normalmente bem calórico para repor as energias, pão a vontade uma garrafona de água e uma de vinho mais a sobremesa.
Acordamos e demos uma volta pela cidade. Sentamos na praça em frente a Igreja de San Domingo que tem dentro dela em uma gaiola dourada um galo e uma galinha. Transcrevo aqui a lenda do Galo e da Galinha.
Conta a tradição, que chegou a Santo Domingo de la Calzada um casal de peregrinos procedentes de Ad Sanctis (Xanten), com seu filho Hugonell.
Uma jovem que trabalhava na hospedaria onde se alojou o casal apaixonou-se pelo rapaz, mas este a repudiou.  A jovem magoada decidiu vingar-se colocando na bagagem do jovem um copo de prata para que ele fosse acusado de furto. Hugonell foi preso, julgado e condenado a forca.
Milagrosamente o jovem Hugonell não morreu porque Santo Domingo de Calzada conservou sua vida. Seus pais foram imediatamente ao Corregedor da cidade e contaram o acontecido, prova de que seu filho havia sido condenado injustamente. Incrédulo o Corregedor contestou e disse: “_ Seu filho está tão vivo como este galo e esta galinha que como agora!”. Naquele exato instante, o galo e a galinha saltaram do prato do Corregedor e se puseram a cantar.
Desde então, se diz o famoso verso:
“Santo Domingo da Calçada,
Que fez cantar a galinha depois de assada.”
Em lembrança deste acontecimento, se mantém um galo e uma galinha vivos, sempre de cor branca, durante todo o ano em um belo galinheiro gótico na Catedral da cidade.
Pois bem…ficamos na praça observando as pessoas, nada galos e galinhas. Fizemos umas compras para um lanche a noite, que acabamos comendo na praça e tivemos que voltar para comprar tudo novamente. Antes de voltar para o albergue achamos um cyber café (se é que pode se chamar uma sala com 3 computadores de cyber) e checamos os e-mails e mandamos noticias. Antes de dormir alonguei um pouco para ver se amanha estou melhor.

… 12 de junho…feliz dia dos namorados. Com o galo cantando (não agüentei a brincadeira) saímos  em direção a San Juan Ortega. Estamos

Chuva-Frio-Neblina

bem melhor hoje…descansados e de roupa limpa …estávamos com os ânimos renovados. Ainda bem, porque logo que saímos começou a chover e com a chuva veio o frio. Pedalávamos molhados e cheios de roupa, a neblina baixou e não enxergava 20 metros a nossa frente. Mesmo assim chegamos cedo a San Juan Ortega. Tão cedo que a hospitaleira do albergue não permitiu nossa entrada. No caminho, o peregrino a pé tem prioridade nos albergues e o ciclista so pode entrar depois das 4 da tarde se tiver lugar.
Sentamos em uma bodega para ver o mapa e decidir o que fazer. Pedimos uma cerveja e ficamos discutindo as opções. Nesse momento um casal que estava na mesa ao lado se apresentou, um Italiano Filosofo chamado Lorenzo e uma Australiana MUITO doida chamada Kim.

Borracho

Borracho

Eles perguntara o porque de estarmos tomando cerveja se era pior e muito mais cara que o vinho. Dai nos ofereceram uma garrafa que aceitamos para não fazer desfeita e em seguida pagamos outra para eles. Nessa brincadeira foram 6 garrafas. Depois um senhor local que estava mais bêbado que nós quatro juntos ficou sacaneando o Paulo por conta da calça de lycra. Logo depois o Paulo , Kim e Lorenzo foram jogar futebol com as crianças locais…como futebol nIMG_2530ão é o meu forte fiquei tirando fotos.
Decidimos seguir para a próxima vila e os dois resolveram nos acompanhar. Chegamos em Olmos e nenhum albergue tinha lugar, voltamos um pouco e paramos em Atapuerca. Sentamos e tomamos mais um vinho, cantamos contamos causos e como eu e o Paulo estávamos solteiros fizemos umas ligações para o Brasil …afinal era dia dos namorados….
Dormimos bem “alegres”…a Kim resolveu ficar e o Lorenzo seguiu caminho…


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