Posts Tagged 'Uyuni'

Capitulo 13 – De volta para casa!

Dia 17

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Acordamos cedo e ficamos com medo de que os carros não pegassem tamanho era o frio…carregar mala era um martírio, começamos a retornar hoje. Felizmente os carros pegaram sem maiores problemas e seguimos sentido Jujuy. Uns 70 km de viajem e começo a perder contato com o Matteo pelo radio, com isso era relativamente comum eu diminui a velocidade para espera-lo. Passou uns dois minutos e a comunicação não melhorava…parei o carro…uns cinco minutos parado e nada de voltar, comecei a ficar preocupado…voltei um pouco, até o alto de um morro e agora o radio pegou muito fraco, falei que estava parado no alto do morro e ficaria esperando. Mas a demora começou a ser muita e vi que por mais longe que ele estivesse o radio deveria ter DSC08643melhorado..chamei novamente e nada…resolvi voltar ainda mais…rodei apróximoadamente mais uns 20 km e nada….cruzei com uma Toyota e o Sr. Me informou que não havia ultrapassado ninguém…é impressionante como nessas horas so passa besteira na nossa cabeça…todo tipo de catástrofe se passou na minha…com muita dificuldade se re-estabeleceu a comunicação, e falei para ele voltar para o rio que havíamos atravessado…não havia mais duvida, o Matteo havia se perdido…agora sim éramos de fato os perdidos no deserto…graças a Deus era só isso… talvez nem tivesse tão perdido, pois varias estradas levam ao mesmo lugar…mas…vai saber!!!Meu carro, o Bagual, começou a perder agua novamente. Uma vez “achados novamente” era só seguir, mais uma hora mais ou menos e ao passar por uma alagado o carro do Matteo atolou…rapidamente usamos o guincho do Bagual e o Resgate foi resgatado…não sem antes tirarmos algumas fotos e filmarmos, claro.

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A estrada que sai do Uyni, passando por Tupiza até Villazon, fronteira com o norte da Argentina, é de terra e em alguns trechos é o próprio leito do rio cercado de penhascos e pedras gigantescas.000015

A aduana da Bolívia para a Argentina, tb foi muito tranqüila e a mais rápida de todas, 15min. Voltamos as retas infinitas da Argentina com uma estranha sensação de que estávamos em casa e missão cumprida.000018

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Dormimos no mesmo poso YPF em Pousadas, fomos recebidos pelo dono do posto com presentinhos como alfajores e camisetas da YPF. Fui checar o nivel da agua e o caro tinha perdido MUITA agua dessa vez…fiquei preocupado!

000014O restante da volta foi acelerar e completar a agua, acelerar e completar a agua…já chegando em São Paulo, passando de Alphaville, o carro ferveu de vez e teve que chegar de guincho em casa.

Lamentei profundamente, pois tinha marcado com uns amigos de chegar num barzinho que costumavamos nos encontrar, mas ele tinha aguentado me trazer de volta….10000km depois. Só tinha que agradecer e curtir o momento!

Foi uma experiência maravilhosa de planejamento, convivência, tolerancia, cultura, novas pessoas, realidades diferentes, etc….não da pra discrever o que uma expedição dessas nos agrega de vivência.

Se puder….pegue a estrada.000017

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Capitulo 11 – Chagada a Bolivia

Dia 14 Sabado000020

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Tomamos um belo café da manhã com folhas de coca à mesa e logo em seguida fizemos o check out. Foi aí que descobrimos que a diária não era de U$15 por quarto, mas sim por pessoa. Foi a primeira vez em que conseguiram nos enrolar. Sem problemas, precisávamos continuar tocando, mas vale a dica, toda vez que contratar um serviço, se registrar em um hotel ou algo do gênero, vale checar duas vezes a informação…as vezes o turista é tratado com um “pouquinho”de má fé.

Fronteira da Bolivia
Fronteira da Bolivia

Dirigimos cerca de 200 km até a fronteira com a Bolívia, uma verdadeira bagunça. Perdemos uma hora e meia na aduana, mas sem grandes dificuldades graças a las colaboraciones aos guardas bolivianos.  A fronteira é uma zona e não queríamos dar propina. Um garotinho de uns 10 anos se ofereceu para ajudar,  logicamente disse que não precisava. Ficamos uns 40 minutos rodando de uma sala para outra, e o garotinho nos seguindo. Dai ele reforçou que com uma pequena colaboração nós já poderíamos ter ido embora. Concordei para ver no que dava. Ele entrou numa sala onde eu já tinha ido umas TRÊS vezes e em dois minutos ele voltava com a papelada carimbada….preferi pensar que estava ajudando a economia informal.

Levantando Poeira
Levantando Poeira

Continuamos tocando por estradas asfaltadas, passando por La Paz, até Oruro, onde a estrada passou a ser de terra. Já estava anoitecendo e tínhamos uns 200 km de terra pela frente. Ficamos na dúvida se parávamos ou se continuávamos tocando. Should we stay or should we go? Como o frio era absurdo, resolvemos seguir em frente, navegando apenas com o GPS, que mais uma vez mostrou um equipamento imprescindível para este tipo de expedição.
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000017 A estradinha com uma super lua cheia refletindo nos salares foi indescritível, um mar de prata, sem falar nos vários rios que cruzamos ao longo. Chegamos ao Uyuni por volta das 23:00, depois de ter rodado 784 km em 12 horas, e fomos direto comer algo. Para nossa sorte havia um pub com lareira aberto. Ficamos hospedados no Hotel Avenida, onde vimos o adesivo da Land Adventure de outras expedições de brasileiros, acreditamos inclusive que o nosso amigo Gilson Cereda já esteve aqui.


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